UNIVERSIDADE CORPORATIVA: UM DIAGNÓSTICO

LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA

VICE - PRESIDENTE DO MVC

 

 

Há cerca de nove anos foi iniciado, de forma sistemática, o processo de implantação de Universidades Corporativas no Brasil.

A par de projetos extremamente bem-sucedidos, com enorme contribuição para os resultados da organização, inclusive de forma quantificada, temos observado inúmeras inadequações estratégicas e operacionais.

Essas inadequações têm contribuído, de forma negativa, para a imagem das Universidades Corporativas e sua conseqüente aceitação institucional.

A partir da tecnologia de "redução de erros", vamos examinar neste diagnóstico o que constatamos ao longo de nossa experiência na implantação de Universidades Corporativas (UC), bem como na convivência com empresas brasileiras que adotaram essa estratégia.

Com um pouco de imaginação, você poderá constatar que as questões colocadas são também válidas para qualquer Departamento de Treinamento (DT) tradicional.

Suas respostas devem refletir a situação ou atuação atual e não a ideal em sua Organização

 

RESPONDA: O = OCORRE NO = NÃO OCORRE

A MINHA UC (OU MEU DT)

 

ASPECTOS ESTRATÉGICOS

O

NO

Não usa o treinamento/desenvolvimento para otimizar a cadeia de valor (clientes, fornecedores, etc.), porque cada vez mais acreditamos que todos os atores do processo organizacional devem fazer parte dos programas de desenvolvimento.

Utiliza patrocinador errado ou sem patrocinador; sem apoio e sem exemplo não se desenvolvem pessoas e organizações.

 

Utiliza o marketing como a motivação principal; aqui os meios não justificam os fins.

Opta pelo aspecto modismo e não pela necessidade e comprometimento com a idéia.
Tem foco exclusivo no treinamento, em detrimento de outras funções como pesquisa, retenção e divulgação do conhecimento.
Possui dependência financeira exclusiva da própria empresa, sem fontes externas alternativas.
Não proporciona uma visão integrada e temporal da vida educacional de cada "aluno", perdendo com isso o benefício da retenção de talentos e da educação permanente.
Tem foco exclusivo no desenvolvimento da organização, esquecendo o desenvolvimento pessoal.
Não utiliza os próprios executivos como consultores internos; perdendo o foco na dimensão conhecimento do negócio.
Não muda o paradigma da metodologia e da forma de "entrega" do treinamento.
Erra no blend / mix (dosagem) treinamento presencial /treinamento à distância; privilegiando demais uma ou outra abordagem.
Faz escolha inadequada do modelo jurídico / estrutura organizacional.
SUBTOTAL DOS ASPECTOS ESTRATÉGICOS

 

ASPECTOS OPERACIONAIS

O

NO

Não integra consultores internos / externos à missão, visão, valores da Universidade (ocasionando divergência metodológica, desconhecimento do negócio, superposição de abordagens).  
Não utiliza a disseminação das melhores práticas gerenciais da empresa como forma de aprendizagem.
Não incentiva uma cultura de empreendedorismo (interno e externo).
Repete os erros do "velho" departamento de treinamento.
Não definem indicadores de resultados / processos, vinculados aos indicadores institucionais.
Desvincula a Universidade Corporativa do sistema de avaliação de competências / potenciais / sistema de participação lucros.  
Tem número de parceiros/consultores externos muito grande e alta rotatividade entre eles.
Não retém o conhecimento adquirido, via projetos ao final dos programas, multiplicação dos conteúdos via participantes etc.
Utiliza-se de forma insuficiente cases studies, best practices.
Não usa metodologia que otimize o fluxo multidirecional do conhecimento (instrutor/alunos, aluno/instrutor, aluno/aluno, aluno/fornecedor etc).
Deixa de utilizar metodologias que contemplem atividades pré e pós-eventos.
Não divulgam todos os resultados obtidos (projetos, idéias etc), inclusive para fornecedores, clientes, outros públicos da Universidade.
Não utiliza resultados da Universidade como ferramenta de marketing.
Programas da Universidade Corporativa não são válidos como créditos nas Universidades tradicionais conveniadas.
SUBTOTAL DOS ASPECTOS OPERACIONAIS

RESULTADO DO DIAGNÓSTICO

 

O

NO

SUBTOTAL DOS ASPECTOS ESTRATÉGICOS    
SUBTOTAL DOS ASPECTOS OPERACIONAIS    

T O T A L

   

INTERPRETAÇÃO

Entre 27 e 21 respostas NÃO OCORRE: Você tem um modelo de UC (ou DT) em sua organização. Tudo funciona às mil maravilhas. Concentre-se nos itens em que respondeu OCORRE, pois aí estão as oportunidades de melhoria.

 

Entre 20 e 14 respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT) em sua organização até que não vai mal! Você ainda tem algum chão a percorrer. Concentre-se nos itens em que respondeu OCORRE, pois aí deverá estar o foco para o seu desenvolvimento.

 

Entre 13 e 07 respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT) em sua organização está em situação de risco e as coisas podem se complicar se ações imediatas não forem desenvolvidas. Atenção especial para os itens cujas respostas foram OCORRE; aí deverão concentrar-se as atenções para seu desenvolvimento.

 

Entre 06 e 01 respostas NÃO OCORRE: A UC (ou DT) em sua organização está em situação caótica. Procure fazer benchmarking, conhecer experiências bem sucedidas, ler mais sobre o assunto. Em paralelo, atualize seu currículo, faça networking e comece a procurar headhunters.

 

Material retirado da experiência do MVC na implantação de Projetos de Universidades Corporativas.

Instituto MVC