Nossos Caminhos

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, subindo e descendo colinas...
No dia seguinte, um cão usou a mesma trilha para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com um pouco de razão... Mas nada faziam para mudar a trilha.
Depois de algum tempo, a trilha acabou virando uma estradinha, onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade. Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole e, por ela, passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro anos antes...
Os homens têm a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas por outras pessoas e se esforçam de sol a sol para repetir o que os outros já fizeram. Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único, sem se atreverem a mudá-lo.

(*) Fonte: Livro Faça a Diferença! de Gustavo G. Boog, Editora Gente/Infinito.
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