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Reciclagem de lixo: Exercício de cidadania

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Embalagens de alimentos, caixas de leite longa-vida, garrafas plásticas, latinhas de refrigerante, restos de comida, baterias de celular e jornais velhos. No final do dia, tudo o que é descartado - cada paulistano produz diariamente 1,2 kg de lixo, em média - tem o mesmo destino: os lixões ou aterros sanitários.

O Brasil produz cerca de 100 mil toneladas de lixo por dia, mas recicla menos de 5% do lixo urbano – valor muito baixo se comparado à quantidade de material reciclado nos Estados Unidos e na Europa (40%).

De tudo que é jogado diariamente no lixo, pelo menos 35% poderia ser reciclado ou reutilizado, e outros 35%, serem transformados em adubo orgânico.

O lixo é um problema relativamente recente, já que, há algumas décadas, era constituído basicamente por materiais orgânicos - facilmente decompostos pela natureza. Mas com a mudança nos hábitos, o aumento de produtos industrializados e o advento das embalagens descartáveis, o lixo tomou outra dimensão e sua "composição" também mudou.

Hoje, em vez de restos de alimentos, as lixeiras transbordam de embalagens plásticas (mais de 100 anos para decompor), papéis (de 3 a 6 meses) e vidro (mais de 4.000 anos).

Mas o problema não é, propriamente, a característica do lixo produzido, hoje, nos grandes centros urbanos, mas o destino dado a ele. Muitos desses materiais podem ser reaproveitados ou reciclados, diminuindo, assim, as enormes montanhas formadas nos lixões da cidade e, conseqüentemente, a degradação do meio ambiente.

Outro aspecto importante da reciclagem, além da consciência ecológica, é o fator social. A coleta de material reciclável é, muitas vezes, a única fonte de renda dos catadores. Só na cidade de São Paulo, há cerca de 20 mil em atividade – com ganho mensal médio de R$ 300,00.

De acordo com estudo feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), dos 8.000 moradores de rua que vivem no centro de São Paulo, mais de 3.000 vivem de recolher lixo reciclável.

Como a Prefeitura de São Paulo até agora não implantou nenhum programa oficial de coleta seletiva e reciclagem, muitas organizações não-governamentais, entidades sem fins lucrativos, empresas e a própria população têm se mobilizado para, na medida do possível, dar um tratamento adequado ao lixo produzido na cidade.

Alguns condomínios de São Paulo, preocupados com a questão ambiental, já encamparam a idéia da reciclagem e introduziram um programa de coleta seletiva. É o caso do Condomínio Saint Paul Ville, na Bela Vista, onde vivem cerca de 500 pessoas.

Há três anos, as crianças e adolescentes do prédio se mobilizaram para recolher latinhas de alumínio (cerveja e refrigerante). Em 99, os moradores decidiram formar uma comissão para elaborar um plano de trabalho, no qual, objetivos e as etapas do projeto foram estruturados. No Saint Paul, a coleta seletiva obedece a várias etapas. Num primeiro momento, apenas as latas de alumínio eram separadas do restante do lixo, por serem fáceis de manusear e pela alta aceitação no mercado. Depois as embalagens de plástico e as de longa-vida (Tetra-pak).

"Há dois tipos de coleta no prédio: a espontânea e a programada. Na espontânea, cada morador leva seu material à garagem e o deposita na lata. Na programada, toda segunda-feira, os funcionários recolhem os saquinhos com material reciclável, que é deixado pelos condôminos ao lado do latão de lixo, em cada andar", explica a assistente social, Odete Gebara, uma das integrantes da comissão de coleta seletiva do Saint Paul Ville.

Mas para passar da intenção à prática e evitar problemas provocados pela falta de informação, os condomínios têm à disposição várias organizações e instituições que prestam orientação, gratuitamente, sobre a implantação da coleta seletiva de lixo.

A ONG Instituto Gea, Ética e Meio Ambiente é uma delas. Formada há quase dois anos, pela comunicadora Ana Maria Domingues Luz e pela engenheira química Araci Musolino Montineri, o GEA presta atendimento à população, a condomínios, escolas e empresas, esclarecendo dúvidas e auxiliando na montagem de sistemas de coleta seletiva.

"Normalmente, a população tem uma enorme vontade de participar porque está preocupada com a questão do lixo, mas não sabe que não é tão fácil assim. Tem gente que acha que implantar coleta seletiva é comprar lixeiras coloridas. Só depois de amontoarem recicláveis, desordenadamente, é que descobrem que têm de organizar um lugar e juntar uma quantidade muito grande para que alguém venha recolher", diz Ana Maria.

O Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação sem fins lucrativos mantida por empresas privadas, também se dedica à promoção da reciclagem, seguindo o conceito de gerenciamento integrado do lixo. A associação tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância dos chamados "Três Rs": redução, reutilização e reciclagem de lixo, utilizando publicações, pesquisas técnicas e seminários.

"A mudança de hábito é a parte mais difícil. Requer um esforço, cujo tempo necessário varia bastante", diz o engenheiro químico André Vilhena, diretor executivo do Cempre.

Para implantar um programa de coleta seletiva é preciso ter bastante dedicação e empenho. Todo projeto é compreendido em, pelo menos, três etapas: o planejamento, a implantação e a manutenção. E para que a coleta funcione num condomínio, o programa nunca pode ser tocado por apenas uma pessoa. De acordo com as dicas fornecidas pela equipe do GEA, o sucesso dos programas depende da participação e do envolvimento de mais pessoas - três ou quatro, no mínimo.

"A única coisa que é indispensável é a vontade de fazer. Se não existe um grupo que quer levar o trabalho adiante, não tem como, a idéia morre. Se também não houver um grande cuidado em conscientizar os moradores, o programa vai para o brejo. Todas as outras coisas são contornáveis", afirma Ana Maria.

Além disto, a consultora do Gea diz que os condomínios devem gastar o mínimo possível, tentar equilibrar a quantidade de trabalho dos funcionários e facilitar a participação do condômino.

Planejamento – Antes de começar a coleta seletiva no condomínio, é indispensável conhecer bem o lixo "produzido" no local. Saber qual é a quantidade gerada, que materiais compõem o lixo e qual é a proporção de cada material - papel, plástico, vidro, alumínio ou orgânico. Além de "conhecer" o lixo, também é necessário se inteirar sobre as características do prédio - como o espaço físico e as rotinas de limpeza.

Definir que destino o material reciclável tomará, depois de selecionado, é outra atitude imprescindível. Em geral, eles podem ser doados ou comercializados. Seja qual for a decisão, o mais sensato é procurar conhecer bem o mercado de recicláveis.

"Quando a intenção do prédio for vender os recicláveis, é preciso pesquisar os valores antes, porque os preços de venda são baixos. Se for assim, pode ser frustrante. As pessoas acham que o dinheiro é proporcional à quantidade", esclarece Ana Maria.

Se o condomínio optar pela doação, elas podem ser encaminhadas para associações que vendem ou reaproveitam o material. Os sites do Gea e do Cempre têm uma lista de compradores e de organizações que recebem doação.

"Alguns condomínios comercializam e destinam o dinheiro obtido para o prédio ou para os funcionários. A nossa coleta não é para rentabilidade, mas ideológica. Optamos por não visar a parte econômica e assim, com a nossa doação, estimulamos a educação ambiental, diminuindo os lixões e melhorando a nossa qualidade de vida. É importante haver uma mudança de mentalidade para entender quais são os danos à natureza, quando o lixo não é devidamente destinado", diz Odete, do Condomínio Saint Paul.

Depois de ter, em mãos, todas as informações sobre o lixo, sobre o prédio e sobre o destino do material reciclável, o próximo passo é partir para a parte operacional do projeto. Neste momento, é importante decidir se todo tipo de lixo será coletado, quem fará a coleta, onde será estocado e para quem será doado ou vendido.

O Gea destaca, ainda, a importância da educação ambiental para que o projeto funcione. Moradores, funcionários da limpeza e empregadas domésticas devem, de maneira específica, ser informados, sensibilizados e mobilizados, seja por meio de cartazes, palestras, treinamento ou reuniões.

"Queremos sempre que o programa seja duradouro. Para isso, precisa ser muito bem estruturado", comenta Ana Maria.

A implantação – É neste momento que tudo começa a "acontecer" – da elaboração do material educativo ao treinamento dos funcionários, passando pelo acordo com compradores ou entidades, que receberão o lixo selecionado.

Depois de tudo acertado, a inauguração do programa pode ser marcada por um grande evento, como uma festa. O tom de alegria ajuda na transmissão das principais informações.

No Saint Paul, o início da primavera foi comemorado com uma festa que lembrou o tema "coleta seletiva". A programação incluiu uma palestra sobre o meio ambiente; oficinas de reciclagem, onde foram fabricadas cestas de jornal; além da projeção de vídeos sobre o assunto.

"Para incentivar a campanha de coleta seletiva, temos de fazer comemorações e envolver a comunidade por meio de atividades", diz Odete.

A manutenção – Para que, depois de implantado, o projeto de coleta seletiva não perca a "força", é importante continuar planejando atividades de informação e sensibilização entre os moradores e funcionários. Fazer com que as informações sobre os resultados e o andamento do programa sejam de conhecimento geral é fundamental para a manutenção dele.

"Normalmente, quem toma parte num programa ambiental, por conta do lixo, começa a se envolver em todos os sentidos. Abre os olhos para o que nunca tinha percebido e começa a tomar consciência de outras coisas, como: a água, a energia e esgoto", acredita Ana Maria.

Dicas rápidas

· toda embalagem reciclável, antes de ser jogada no lixo seletivo, deve ser lavada para não atrair insetos, nem ficar com cheiro forte, enquanto estiver armazenada no prédio;

· para tirar o grosso da sujeira das embalagens que serão destinadas à coleta seletiva, aproveite a água servida da pia da cozinha. Isso também faz parte do comportamento ecológico, porque a água é um recurso cada vez mais escasso;

· a compra de lixeiras especiais é dispensável, pelo menos no momento inicial do projeto. Evite gastos!

· qualquer cantinho disponível, na garagem ou espaços livres debaixo das escadas, é suficiente para armazenar o material reciclável do prédio;

· os restos de alimento também podem ser reciclados. Com poucos recursos é possível transformá-los em adubo;

· não jogue as baterias de celular no lixo comum. As empresas produtoras já estão se responsabilizando pelo recolhimento;

· as pilhas usadas, embora tenham substâncias tóxicas, infelizmente ainda não têm um destino adequado. Por enquanto, têm de ser jogadas no lixo comum. Evite acumulá-las para não haver contaminação;

· não separe o lixo sem ter planejado primeiro para onde mandar.

Fonte : Revista Direcional Condomínios. Matéria de Beatriz Lima.
www.direcionalcondominios.com.br

Dicas para implantar visite http://www.reciclandosp.hpg.ig.com.br/

Serviços:
Instituto Gea, Ética e Meio Ambiente
(11) 3058-1088
www.institutogea.org.br institutogea@uol.com.br

Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem)
(11) 3889-7806
www.cempre.org.br
cempre@cempre.org.br

MATERIAIS

Papel
Decomposição:
3 a 6 meses
Não é reciclável: vegetal, celofane, encerados, papel-carbono, fotografias, papéis sanitários usados e fraldas descartáveis.
Vantagens da reciclagem: preservação de recursos naturais, economia de água e energia.

Plástico
Decomposição:
mais de 100 anos
Não é reciclável: celofane, embalagens plásticas metalizadas e plásticos usados na indústria eletroeletrônica e na produção de computadores, telefones e eletrodomésticos.
Vantagens da reciclagem: em lixões, o plástico pode queimar, indevidamente, e sem controle. Em aterros sanitários, dificulta a compactação e prejudica a decomposição dos elementos degradáveis.

Vidro
Decomposição:
mais de 4.000 anos
Não é reciclável: espelhos, vidros de janelas e de automóveis, tubos de televisão e válvulas, ampolas de medicamentos, cristal, vidros temperados planos ou de utensílios domésticos.
Vantagens da reciclagem: pode ser reutilizado porque sua esterilização tem alto grau de segurança.

Metais
Decomposição: não se decompõem
Vantagens da reciclagem: evita a retirada de minérios do solo, minimizando o impacto ambiental acarretado pela atividade mineradora, e reduz o volume de água e energia necessário para a produção de novos produtos.

Lixo orgânico
Decomposição:
6 a 12 meses
Vantagens da reciclagem: a compostagem de resíduos orgânicos -adubo com grande capacidade de reposição de sais minerais e vitaminas.

VÍDEO SOBRE VEGETARIANISMO ( 7 minutos com som).