UMA QUESTÃO DE ATITUDE

"Cuide de sua gente que a empresa cuida de si mesma" - Bill Geppert.

Apesar de tudo que se tem falado sobre novas formas de gestão de negócios e recursos humanos, tenho percebido uma dificuldade enorme dos administradores de alinhar o que defendem com a prática. A altiveza infelizmente tem se sobressaído no trato com os recursos humanos na maioria das instituições. Na hora de promover as mudanças, o discurso é que todo mundo precisa rever conceitos e condutas, mas o todo poderoso no conforto do seu feudo não, ele está acima de tudo isso, existem alguns que conseguem piorar a situação com aberrações, chegando a acreditar que são os depositários de toda a sabedoria do mundo, e demonstrando uma profunda miopia na tentativa de justificar  este comportamento, afirmando que ele está baseado na nova dinâmica,  no arrojo e competitividade do mercado.
Uma pena!, Percebe-se que eles não entenderam nada, pois os novos tempos exigem uma postura totalmente diferente. Alguns até se aventuram a dizer que essa transição para eles será fácil, outros, entretanto, as consideram acima de sua capacidade e estilos pessoais.
O que esses gestores da velha guarda precisam entender, é que uma coisa é elaborar ótimas estratégias, outra totalmente diferente, é traduzir um pensamento estratégico brilhante em termos de ação corporativa.
Estas ações só serão bem sucedidas, se eles tiverem plena consciência dos sentimentos, necessidades e motivações de seus colaboradores.Hão de perceber que não há uma única forma considerada adequada de se fazer as coisas, a atitude  e o estilo pessoal serão decisivos.
Para esses gestores contumaz, que ainda são praticantes da gerência reativas, em detrimento das criativas, cabe um alerta, estamos vivendo talvez a era de maior competitividade pela mão-de-obra qualificada, e um fator preponderante neste contexto, será as escolhas de políticas de recursos humanos. As que contarem somente com incentivos econômicos para sustentar a motivações dos seus colaboradores, estarão correndo sério risco de perderem seus talentos para os concorrentes com bolsos mais generosos. 
Com a nova economia requerendo estruturas leves, ágeis e flexíveis, os gestores terão que abandonar a sua zona de conforto e se aproximarem dos seus colaboradores, buscando compreender novas formas de despertar a capacidade criativa das pessoas indistintamente. 
Espero estar contribuindo para uma reflexão, e participando do convencimento de que as políticas e as práticas de Recursos Humanos são escolhas estratégicas que podem estabelecer a diferença no desempenho do negócio, cabendo também uma consideração de Peter Koestenbaum "As pessoas são nosso patrimônio mais importante". Infelizmente, freqüentemente não passa de palavras vazias - não apenas porque poucas pessoas fazem a conexão entre lucros e valores humanos, mas também porque não existe uma compreensão adequada do que significa ser um ser humano num ambiente brutalmente competitivo".

ROMEU MENDES DO CARMO
Administrador de Empresas,  com Pós-Graduação em Gestão da Tecnolologia da Informação.
romeu@nct.com.br