UM NOVO ESTILO DE LIDERANÇA

"Em todas as ocasiões, mantenha a mente aberta para a mudança. Receba-a de braços abertos. Corteja-a. Somente através do exame e reexame de suas opiniões e idéias você poderá evoluir" - DALE CARNEGIE.

Com o advento da globalização, o mundo passa por enormes mudanças, um processo de transformações e também de grandes expectativas. Recentemente, fomos testemunhas do rompimento da sociedade pós industrial, e do advento da Era da Informação, a disparada para Informatização, o nascimento da Biotecnologia, a Era do Conhecimento, e ganhando notoriedade neste cenário as novas formas de Relações Humanas.

A globalização tornou a concorrência mais acirrada, o ritmo das inovações tecnológicas, desafia as estratégias mais brilhantes, confirmando as previsões de Alvin Toffler : "Quando se fazem novas descobertas, se desvendam novas verdades e as maneiras e opiniões mudam com a mudança das circunstâncias, as instituições devem avançar também e acompanhar o andamento dos tempos".

As empresas que querem ser competitivas não podem mais ignorar os desejos dos seus clientes, e os administradores não podem dar ordens e esperar que sejam cumpridas cegamente. As relações pessoais não podem mais ser aceitas como verdadeiras, e tampouco tanta criatividade humana pode continuar a ser desprezada e ignorada.

As empresas para garantirem sua sobrevivência, em qualquer segmento terão que passar por uma mudança cultural profunda. O seu recurso humano terá que pensar mais rápido, trabalhar inteligentemente, pensar diferente, sonhar ambiciosamente e sobretudo relacionar-se entre si de maneira mais amigável.

As organizações de hoje, não podem se dar ao luxo de seguir modelos ultrapassados de premiar talentos e resultados, oferecendo posições de chefia. Pois a maioria destas práticas estão baseadas em experiências com raízes em um mundo que não existe mais. Há que evitar que se "desperdicem" talentos que podem estar voltados para estudos, pesquisas ou desenvolvimento, em nível até mesmo estratégico, obrigando-os a assumirem posições de lideranças.

A implementação destas mudanças requer um novo modelo de atuação, muito diferente daquele que nós já fomos submetidos e alguns dos quais nós, talvez, sejamos agora. A era do modelo de gestão baseada em penalidades, rigidez e advertências se foi, é página virada.

Os líderes de hoje, terão que ter capacidade de adaptações rápidas, e de promover mudanças em contraste com a administração tradicional, terão que destruir as barreiras erguidas pelas lideranças passadas e construir pontes, implantando um novo estilo de gestão, voltado para ajudar os colaboradores a realizarem o que são capazes de fazer, criando um ambiente propício à discussão, assegurando a liberação da capacidade criativa, formulando uma visão para o futuro, encorajando, emocionando, contextualizando, treinando, ensinando, facilitando, cultuando o desprendimento e a diversidade, admirando e respeitando as diferenças, e aproveitando as peculiaridades para obter as melhores ações, intenções e soluções.

Nenhuma organização, existe ou funciona sem a pessoa humana. Há que se observar que quando modificamos as estruturas, também modificamos as pessoas, o grande desafio dos líderes é conseguir que os seus colaboradores aceitem novas responsabilidades, que compreendam que as suas atividades combina com a dos outros, e que possam se adaptar às circunstâncias modificadas, e que estejam afinados com as pessoas em sua volta, de maneira que realizem seu trabalho mais eficazmente, sejam mais produtivos e se tornem pessoas melhores, consolidando a previsão de Trotsky : " O homem se tornará incomparavelmente mais forte, mais sábio e mais perceptivo".

 ROMEU MENDES DO CARMO
Administrador de Empresas, com Pós-Graduação em Gestão da Tecnolologia da Informação.
romeu@nct.com.br

Referências bibliográficas utilizadas neste artigo:
O Líder em Você – Dale Carnegie
O Jogo da Malha – Heitor Chaves de Oliveira
A Terceira Onda – Alvin Tofller