O CAPITAL INTELECTUAL CHEGOU PARA FICAR

Por Lúcia G. Monteiro

 Quanto vale uma empresa? Quais empresas são sustentáveis e quais tem tendências a desaparecer no mercado? Para responder a essas perguntas surge o conceito de Capital Intelectual que nos faz repensar os modelos de administração trazendo uma ruptura na maneira de olhar as organizações. Surge assim um novo paradigma para o século XXI.

A inteligência humana e os aspectos intelectuais finalmente estão sendo reconhecidos e valorizados, não só pela área de recursos humanos mas também "contabilizados " no patrimônio total das organizações.

Esses ativos intangíveis: habilidades individuais , Know-how, capacidade da empresa aprender e adaptar-se, relacionamento com fornecedores, nível de satisfação dos clientes, precisam de métodos de medida cada vez melhores para que sejam indicadores importantes e confiáveis para avaliar o desempenho financeiro futuro.

Passam a ser de interesse de economistas, contabilistas, investidores , analistas de negócios para todo o tipo de tomada de decisão organizacional, pois são uma nova moeda corrente.

Desenvolver, pesquisar e distribuir o conhecimento de forma produtiva e eficaz é o novo desafio das empresas que buscam sobreviver e crescer.

É o Capital Intelectual que mantém a atividade de sustentabilidade das empresas e que apontam seu real valor no mercado.

O conceito de Capital Intelectual inclui 2 fatores:

1 ) O CAPITAL HUMANO ( experiências , conhecimentos e habilidades das pessoas , seus valores , capacidade de inovar , propriedade intelectual , cultura, etc. ).

2 ) O CAPITAL ESTRUTURAL ( banco de dados , software , patentes , marcas registradas , equipamentos de informática , os clientes , tudo que permanece na empresa quando os empregados vão para a casa.

Quando pensamos em capital intelectual não pensamos em sucesso a curto prazo nem estamos tão preocupados com o passado da empresa como a contabilidade tradicional , mas si , em valores que lancem a empresa para o futuro.

Identificar e mensurar o Capital Intelectual é um desafio , mas não é um sonho. É uma prática que já acontece na Skandia que em 1994 apresentou um relatório seguindo um modelo holístico das mensurações que dominou navegador. Aponta como fatores de sucesso empresarial , os dados agrupados em 5 áreas : Financeira-Cliente-Processo-Renovação e Desenvolvimento-Humano.

A transição entre a Era Industrial e a Era do conhecimento tem como marco o Capital Intelectual, que passa a ter impacto direto na visão ampliada da contabilidade empresarial.

"O conhecimento pode ser intangível mas não quer dizer que não possa ser medido ."

Parece que finalmente saimos do discurso "Precisamos valorizar as pessoas que trabalham nas empresas e reconhecer seu talento " para uma prática onde realmente essas competências individuais se somam e o todo cria uma inteligência maior que a soma das partes , levando ao sucesso empresarial.

O gerenciamento das informações ( adquiridas ) no mercado ou acumuladas na historia da empresa , coletadas e analisadas estratégicamente permite encontrar soluções criativas para os problemas organizacionais, construindo novos produtos e serviços e melhorando o relacionamento com os clientes.

Não há mais espaço para o estático , para a homogeneidade mas sim para uniões produtivas e potencializadoras entre pessoas e empresas, usando de criatividade e ousadia.

Sair do quadrado é a meta.
Estamos em rede e numa interdependência que não tem volta.
Economistas , contabilistas , gestores de pessoas , gestores de informação e tecnologia , uni-vos!
O Capital Intelectual chegou para ficar !

Lúcia G. Monteiro é Diretora da VISÃO CONSULTORIA, consultora em recursos humanos com trabalhos de desenvolvimento de equipes,avaliação de potencial e talentos,criatividade e liderança.

luciagmonteiro@oi.com.br